O gelo pode parecer uma substância bastante simples em nossa experiência cotidiana, mas na verdade existem pelo menos 20 formas diferentes de gelo. Cientistas da Universidade de Nevada (UNLV) descobriram um novo tipo de gelo que pode ser encontrado nas profundezas do manto da Terra ou em exoplanetas distantes.
O gelo que você conhece é oficialmente conhecido como gelo I, o que é bastante apropriado, mas a contagem científica atualmente conhecida vai até o gelo XIX.
Essas diferentes formas aparecem como diferentes estruturas cristalinas e aparecem quando gelo ou água são submetidos a diferentes combinações de temperaturas e pressões.
Em um novo estudo, uma equipe de cientistas da UNLV desenvolveu um novo método para medir as propriedades da água de alta pressão.
Primeiro, a água é colocada em uma célula de bigorna de diamante onde a amostra é comprimida entre duas placas de diamante, fazendo com que os átomos de oxigênio e hidrogênio se organizem de maneira diferente.
O gelo resultante é então tratado com um laser para derretê-lo brevemente antes de congelar novamente em uma forma diferente que se assemelha a um pó de minúsculos cristais.
Ao experimentar diferentes pressões, os pesquisadores descobriram um tipo inteiramente novo de gelo como um estágio de transição entre duas formas conhecidas.
A uma pressão de cerca de 5,1 gigapascals, a estrutura cúbica conhecida como gelo VII se transformou em uma fase nunca antes vista de cristais tetragonais simétricos.
Esta nova fase foi denominada gelo VIIt. Depois disso, o gelo passou para outra fase conhecida, chamada Ice X.
Dada a intensa pressão necessária para criá-lo, os cientistas dizem que o gelo VIIt pode ser uma ocorrência comum no manto da Terra, bem como nos mantos de outros planetas. Pode até acabar mais perto da superfície em exoplanetas ricos em água.
O novo gelo não foi a única descoberta feita pelos pesquisadores durante esses experimentos.
Anteriormente, pensava-se que o gelo X se formava a cerca de 1 milhão de atmosferas de pressão, mas um novo estudo observou que ele se formava em "apenas" 300.000 atmosferas. Isso altera significativamente os locais onde ela pode aparecer e existir na natureza.
O estudo foi publicado na revista Physical Review B.
2022-03-21 10:54:02
Autor: Vitalii Babkin