Os insetos usam uma variedade de órgãos sensoriais poderosos, são pequenos o suficiente para chegar a lugares que não podemos alcançar, podem sobreviver em condições adversas, podem facilmente escalar superfícies ou voar.
Todas essas armadilhas são úteis para robôs – ou, mais precisamente, ciborgues – insetos vivos aos quais dispositivos eletrônicos estão conectados.
As versões anteriores usavam baterias pequenas para alimentar os eletrônicos, mas isso limitava quanto tempo eles poderiam funcionar antes que precisassem ser recarregados ou substituídos.
Então, para um novo estudo, os cientistas da RIKEN integraram painéis solares em baratas ciborgues.
A equipe instalou eletrônicos nas costas das baratas de Madagascar, que crescem até cerca de 6 cm de comprimento.
Este pacote eletrônico inclui uma bateria de polímero de lítio, um receptor sem fio e um módulo que controla as pernas do inseto, alojado em uma mochila impressa em 3D que combina com a curva de seu peito.
Eles emparelharam isso com um módulo de célula solar orgânico montado na barriga da barata.
Este filme ultrafino tem apenas 0,004 mm de espessura, tornando as baterias leves o suficiente para os insetos carregarem. Áreas adesivas e não adesivas foram utilizadas em diferentes partes do filme para não impedir a movimentação das baratas.
Essas células solares tinham uma potência de saída de 17,2 mW (miliwatts), suficiente para alimentar a eletrônica por duas horas após 30 minutos de carregamento ao sol.
A equipe de pesquisa diz que esse poder é 50 vezes maior do que outros dispositivos de coleta de energia usados em insetos vivos.
Esses aprimoramentos podem ajudar as baratas ciborgues a serem ainda melhores em percorrer prédios desmoronados em busca de sobreviventes ou monitorar as condições remotamente com pequenos sensores. O novo design também pode ser adaptado a outros tipos de insetos ciborgues.
O estudo foi publicado na revista npj Flexible Electronics.
2022-09-06 16:36:08
Autor: Vitalii Babkin