Cientistas demonstraram como centenas de milhares de neurônios humanos, crescendo em uma placa de Petri e revestidos com eletrodos, jogam Pong, um videogame que simula tênis usando gráficos 2D. Esses avanços desafiam as ideias existentes sobre inteligência e criam uma plataforma para testar novos medicamentos.
O trabalho de uma equipe de pesquisadores da Cortical Labs forneceu evidências de que os neurônios em uma placa de Petri podem aprender e exibir os sinais básicos de inteligência, escreve a Nature. Hoje, os neurônios são geralmente considerados principalmente em termos de sua importância para a biologia humana ou animal, mas de acordo com os resultados obtidos, o neurônio é um sistema incrível que pode processar informações em tempo real com consumo de energia muito baixo.
Os neurônios na placa de Petri foram nomeados DishBrain, embora os cientistas admitam que ainda estão muito longe de um cérebro real. Os neurônios não respondem a sinais visuais na tela, mas a sinais elétricos de eletrodos, que simultaneamente estimulam as células e registram mudanças em sua atividade.
O processo de aprendizagem foi baseado na teoria de que os neurônios tendem a repetir ações que criam um ambiente previsível.
Com essas ações, os cientistas “encorajaram” os neurônios no caso de um acerto na bola e, quando erravam, criavam estímulos caóticos para eles. Com o tempo, os neurônios aprenderam a acertar a bola e obter uma resposta previsível como recompensa.
"Os resultados são um passo importante para o desenvolvimento de testes que podem ser usados para testar o impacto potencial de novas drogas na função neuronal", explica o neurocientista Takuya Isomura, coautor do estudo. Principalmente, ao criar medicamentos contra doenças neurodegenerativas que hoje são incuráveis. Além disso, DishBrain está planejado para ser usado para desenvolver "processadores biológicos" computacionais.
Os cientistas agora planejam avaliar o efeito do álcool no DishBrain enquanto jogam Pong. Se as reações são semelhantes ao comportamento humano, isso mais uma vez enfatiza as perspectivas do modelo para novas pesquisas.
Esses e outros estudos demonstram claramente quão pouco a ciência sabe sobre o cérebro humano. Por exemplo, os cientistas descobriram recentemente um grupo de neurônios que desaceleram o corpo durante a doença. Outro estudo mostrou a existência de neurônios responsáveis pela competição e comportamento social.
2022-10-13 12:07:38
Autor: Vitalii Babkin