O Cape Cod Science Centre (Cidade do Cabo, África do Sul), juntamente com uma das maiores empresas de construção naval, a francesa CMA CGM, está trabalhando em um projeto para criar bóias robóticas que possam evitar que navios colidam com baleias.
A operação das boias é baseada em tecnologia desenvolvida por especialistas do laboratório do Woods Hole Institute of Oceanography (Massachusetts, EUA). Gravadores montados em flutuadores informam cientistas, tripulações de navios e membros do público sobre os habitats da rara e criticamente ameaçada baleia franca (E. glasialis).
A principal razão para a sua extinção são décadas de caça comercial. Hoje, existem apenas cerca de 340 indivíduos dessa espécie no mundo e seu número está diminuindo, inclusive devido a colisões fatais com navios. Em um futuro próximo, está prevista a instalação de duas boias robóticas na costa de Norfolk e Savannah, nos estados de Virgínia e Geórgia, onde estão localizados alguns dos maiores portos dos EUA.
De acordo com o ecologista marinho Mark Baumgatner, em comparação com os gravadores acústicos que acompanham os chamados das baleias há décadas, as bóias relatam informações em tempo real a cada duas horas.
Os resultados são exibidos em um site público, permitindo que as autoridades federais declarem "zonas lentas" para os navios, que, ao receber essas informações, são obrigados a desacelerar para 10 nós (18,5 km / h) de segurança para baleias.
2022-05-31 20:48:58
Autor: Vitalii Babkin