A lua está tendendo novamente. A Agência Espacial Australiana anunciou recentemente um projeto conjunto com a NASA que enviará um rover à Lua em 2026, mas o dispositivo desenvolvido com a participação de uma empresa privada australiana pode estar dois anos à frente. O robô procurará por sinais de água na superfície lunar, o que ajudará em pesquisas futuras.
O rover lunar é bastante compacto: suas dimensões são 60 × 50 × 50 cm com uma massa de 10 kg. Ele viajará para a superfície lunar a bordo do módulo de pouso Hakuto. Tanto o rover quanto o módulo de pouso estão sendo desenvolvidos pela ispace, uma empresa aeroespacial privada japonesa. O dispositivo está equipado com um braço robótico, que está sendo desenvolvido por engenheiros da Canadian Stardust Technologies e da Australian EXPLOR Space Technology. O manipulador está equipado com câmeras e sensores, alguns dos quais serão capazes de coletar dados "táteis". A ideia é que o sistema envie dados para a Terra, onde o operador, por meio de uma luva sensora especial, poderá “tocar” em tudo o que o robô tocar. Câmeras de alta resolução capturam imagens para imagens de realidade virtual.
Os desenvolvedores estão testando várias configurações do manipulador. Assim que uma das opções de projeto for aprovada, ela será instalada no rover. A EXPLOR Space Technologies testará o veículo totalmente montado em uma instalação na Austrália. Durante os testes, as condições lunares serão reproduzidas o máximo possível para que durante a missão a máquina possa operar normalmente e permanecer em contato com a Terra.
Dado que a Lua está realmente tendendo novamente, ter dados geológicos precisos ajudará a tornar as missões de longo prazo mais prováveis. As agências espaciais estão explorando opções para usar recursos locais para construir instalações de infraestrutura ou a capacidade de cultivar alimentos. Isso ajudará a reduzir a massa de mercadorias enviadas da Terra, já que seu transporte é extremamente caro.
2021-11-07 10:16:38
Autor: Vitalii Babkin