Pesquisadores da UCLA descobriram um mecanismo molecular chave que permite ao cérebro ligar memórias. Essa capacidade diminui com a idade, mas um medicamento para o HIV provou ser uma ferramenta eficaz para bloquear esse distúrbio.
Normalmente, as memórias são armazenadas em grupos, de modo que a evocação de uma memória significativa desencadeia toda uma cascata de outras cronologicamente relacionadas a ela. À medida que uma pessoa envelhece, torna-se cada vez mais difícil fazer isso. Para entender por que isso está acontecendo, os cientistas se concentraram em estudar o receptor CCR5, que, como mostraram experimentos anteriores, afeta o declínio da função da memória.
Descobriu-se que o aumento da expressão de CCR5 no cérebro de camundongos interferiu na ligação das memórias.
Na segunda etapa, quando o gene CCR5 foi deletado, os roedores puderam fazê-lo novamente. Percebendo o importante papel do CCR5 nesse mecanismo, os cientistas se voltaram para o medicamento maraviroc, que tem como alvo a inibição do CCR5. O uso da droga em camundongos velhos confirmou o resultado.
Agora, os cientistas estão planejando realizar ensaios clínicos em pessoas com os primeiros sintomas de comprometimento cognitivo. Monitorá-los permitirá avaliar se vários maraviroc são eficazes na prevenção da demência nos estágios iniciais.
Em conclusão, os autores respondem a uma pergunta muito óbvia - por que precisamos de um gene que naturalmente interfere na capacidade de vincular memórias. Segundo eles, permite que o cérebro se concentre melhor em eventos significativos e filtre os insignificantes.
Outra estratégia de prevenção da demência começa no intestino. Recentemente, cientistas da Espanha descobriram bactérias intestinais que melhoram a memória. Portanto, é bem possível que a correção nutricional seja o principal vetor de terapia no futuro.
2022-05-27 19:55:50
Autor: Vitalii Babkin