Por muito tempo, praticamente nada se sabia sobre a vida das lulas gigantes (Architeuthidae). A razão é que esses animais marinhos vivem em profundidades muito grandes.
No ano passado, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram capturar o momento da caça dessa espécie de lula. As condições de tal caça são absolutamente extremas - escuridão completa combinada com pressão gigantesca. Para realizar a pesquisa, uma equipe de pesquisadores liderada por Nathan Robinson, da Fundação Oceanográfica Espanhola, usou uma plataforma especial de profundidade equipada com uma câmera.
Para não irritar a visão dos animais subaquáticos durante as filmagens, decidiu-se usar iluminação vermelha de ondas longas que é segura para eles e, como isca, um manequim de água-viva equipado com lâmpadas que imitam a bioluminescência no momento em que sinaliza perigo (seu protótipo vivo é uma água-viva que vive nos atóis Atolla wyvillei.
A pesquisa foi feita perto das Bahamas no Estreito de Exuma e no Golfo do México em profundidades de aproximadamente 560 a 950 metros. Para surpresa dos cientistas, descobriu-se que durante a caça, a lula era mais guiada pela visão do que pelo olfato. Demorou aproximadamente seis minutos para se preparar para o ataque à presa, o que refuta a alegação anterior de que a lula gigante caçava de uma emboscada.
2022-08-03 22:54:08
Autor: Vitalii Babkin