As reservas comprovadas de carvão no mundo, quando usadas por combustão, durarão várias centenas de anos, mas a atual "agenda verde" torna esse tipo de fóssil irrelevante. Ao mesmo tempo, a humanidade já enfrenta uma escassez iminente de água potável. Cientistas da Universidade King Abdullah de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita desenvolveram uma tecnologia que pode irrigar todos os necessitados com a ajuda do carvão.
O desenvolvimento é baseado em um material denominado "pó compactado carbonizado" (CPP), obtido a partir da trituração do carvão e da prensagem do pó resultante em briquetes sólidos. O ponto de verificação tem duas vantagens significativas - alta porosidade e área de absorção, além de poder ter formatos arbitrários. Cientistas sauditas o combinaram com fibras de algodão para criar o coração de uma nova usina de dessalinização.
O redutor é colocado em um recipiente com água salgada 1,5 vezes o seu volume, enquanto a parte superior do redutor fica saliente acima da água. É submetido a maior aquecimento solar devido à sua cor preta e, paralelamente, a água é absorvida e sobe ao longo das fibras até o topo do bloco. Lá, a água, ao entrar em contato com a parte superaquecida do bloco, se transforma em vapor, evapora e se condensa nas paredes da cúpula de captação, de onde flui pelas ranhuras para o depósito.
Para remover o sal acumulado da caixa de engrenagens, basta enxaguar na mesma água do mar. Pelos cálculos dos autores da tecnologia, a taxa de evaporação em sua instalação é três vezes maior que a dos sistemas modernos mais eficientes, e o processo em si é um terço mais barato. Um projeto para a construção de uma estação de dessalinização de teste de água salgada no Brasil está sendo desenvolvido em cooperação com a empresa holandesa PERA.
2021-11-08 19:19:01
Autor: Vitalii Babkin