A operadora móvel T-Mobile fornecerá serviços de comunicações via satélite de banda larga fornecidos pela SpaceX, mais precisamente, seu sistema global de satélites Starlink. Juntos, os parceiros vão "acabar com as zonas mortas móveis". A partir do final de 2023, os smartphones dos clientes da T-Mobile poderão se conectar diretamente aos satélites Starlink atualizados e suportarão chamadas e mensagens mesmo que as comunicações móveis em um determinado país ou em todo o planeta caiam completamente.
O serviço começará na versão beta "no final do próximo ano", disse o CEO da T-Mobile, Mike Sievert. A T-Mobile alocará parte de seu espectro para integração com os novos satélites Starlink de segunda geração, que começarão a orbitar no próximo ano, disse ele. Eles serão equipados com antenas muito grandes (aproximadamente 25 metros quadrados) e poderão transmitir dados diretamente para celulares ou telefones celulares.
Os usuários poderão enviar mensagens de texto, MMS e usar uma variedade de mensageiros de regiões periféricas dos 48 estados, Alasca, Porto Rico e Havaí, e até águas abertas offshore. As funções de voz serão abertas mais tarde, de acordo com o Space News.
Segundo Elon Musk, chefe da SpaceX, mesmo em caso de desastre natural e desligamento de todas as torres de celular, o serviço continuará funcionando.
“Não terá a largura de banda de um terminal Starlink, mas será suficiente para enviar um texto, uma imagem ou, se não houver muitas pessoas na área de cobertura, até algum vídeo”, acrescentou. “Não vamos mais ler notícias sobre tragédias quando as pessoas se perdem e algo ruim acontece com elas porque não tiveram a oportunidade de pedir ajuda.”
Os satélites de segunda geração são muito grandes para os foguetes Falcon-9 que são usados para colocar em órbita a versão anterior dos veículos Starlink. Para transportá-los, você precisa de uma nave superpesada da classe Starship, explicou Musk. Se houver problemas com sua construção, será necessário reduzir o tamanho do satélite e desenvolver "algo como o Starlink V2 mini".
Mais recentemente, as assinaturas de serviços de Internet via satélite caíram de preço em pelo menos 13 países ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, em algumas regiões, por exemplo, no Brasil e no Chile, a assinatura ficou duas vezes mais barata - agora brasileiros e chilenos pagam US$ 45 e US$ 51 por mês, respectivamente, em vez de US$ 100.
2022-08-26 14:07:34
Autor: Vitalii Babkin