Um desses projetos é o CalWave. A empresa relata testes bem-sucedidos desde pelo menos 2016, quando testou um modelo em escala 1:20. Os novos testes, relatados pelo New Atlas, já foram realizados com uma grande plataforma, que foi rebocada para dentro da baia e fixada em um local, presa ao fundo com um cabo.
“Quando uma onda passa sobre [a plataforma], ocorre uma onda de compressão, que causa movimento em relação ao fundo. Com âncoras diurnas, convertemos esse movimento relativo em energia”, explicou Dan Petkovich, COO da CalWave, sobre como funciona o protótipo xWave. A julgar pelas ilustrações, xWave possui quatro bobinas, nas quais é enrolado um cabo, fixado na parte inferior, e a eletricidade é gerada a partir de sua rotação.
Por estar submerso, o dispositivo fica protegido dos efeitos catastróficos do oceano, incluindo o impacto das ondas na superfície e, para os casos mais urgentes, são fornecidos sistemas de desligamento automático e manual.
O teste recém-concluído deveria durar seis meses, mas foi estendido para dez. A plataforma operou sob controle totalmente autônomo por cerca de 80% do tempo operacional e desligou conforme o esperado quando as ondas atingiram cinco metros. Quanta eletricidade foi gerada, a empresa não informa.
A SWEL vem trabalhando em tecnologia para gerar energia a partir das ondas do mar há mais de dez anos, em particular, no dispositivo Waveline Magnet. Tendo testado vários protótipos em várias condições, a empresa afirma que está pronta para começar a gerar energia "super barata" em larga escala. Seu custo, segundo cálculos da empresa, será de 1 centavo por kWh, o que é 85 vezes mais barato que o preço atual de geração no setor de energia das ondas.
2022-09-06 18:04:56
Autor: Vitalii Babkin